Por que o agro escolheu esta praia para construir imóveis de luxo
O litoral de Santa Catarina segue como um dos destinos mais desejados do Brasil em 2026. A beleza natural, aliada à segurança jurídica, atrai investidores — sobretudo no setor considerado de alto padrão. Junto desse crescimento constante está um motor menos óbvio. No norte do estado, o agronegócio alimenta o mercado de imóveis de luxo. Com safra recorde e exportações aquecidas, produtores rurais e empresários do setor estão entre os maiores compradores de imóveis acima de R$ 2 milhões no litoral catarinense. A alta de 6,49% no PIB (Produto Interno Bruto) do agronegócio no primeiro trimestre de 2025, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), reforça esse elo entre o campo e o setor imobiliário. A entidade projeta que o agro movimente R$ 3,79 trilhões neste ano — com R$ 2,57 trilhões no ramo agrícola e R$ 1,22 trilhão na pecuária. Enquanto isso, o litoral vira vitrine para quem planta, exporta e investe com visão. A busca por lazer e segurança estimula essa migração patrimonial. No segundo semestre de 2025, a tendência deve acelerar, conforme análise do setor. Investidores do interior do Paraná, Mato Grosso e Rio Grande do Sul apostam em cidades como Balneário Camboriú, Florianópolis e, especialmente, Itapema.